sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Resenha: Batman Arkham Origins



Pretendia fazer essa resenha antes, mas optei por primeiro terminar o jogo e testar todos os modos.

Bom, uma semana depois, aqui está com o mínimo possível de spoilers.

O jogo é uma “prequel”, ou seja, sua história antecede Arkham Asylum e Arkham City. Trata-se de Batman com apenas dois anos de carreira.

Se você gostou dos dois jogos anteriores, então este é o jogo certo para você! O mesmo clima, a mesma jogabilidade e a mesma mecânica. E isso é bom? No meu ponto de vista SIM. Claro, nem tudo é perfeito, pois uma vez que como a jogabilidade foi mantida, os problemas das versões anteriores (pequenos e não tão importantes, mas que às vezes enchem o saco) persistiram.

O que muda então? 

O mapa ficou maior. Agora podemos explorar toda Gotham City, que, na época em que o jogo se passa, ainda não sofreu as modificações que moldariam certos distritos (como pode ser visto em Arkham City). Por conta disso foi adicionado o modo de viagem rápida por meio do “Batwing”, mas para utilizá-lo é preciso primeiro desativar torres em pontos estratégicos da cidade.

Claro, há também o diferencial da estória do jogo. Ela até que ficou interessante, com uma bela reviravolta na trama logo nas primeiras horas – quem for bem observador vai matar a charada logo no primeiro momento.

Para manter a tradição, há inúmeras missões paralelas e coletáveis do Charada. Há também missões no estilo detetive, onde Batman analisa cenas de crimes e com base nas pistas encontradas vai atrás dos suspeitos e crimes em andamento a serem impedidos por toda a cidade.

Depois de terminado o jogo (recomendo que vejam o que há após os créditos), há a opção do New Game + (um novo jogo mantendo todos os seus upgrades) e o modo “I Am the Night”, no qual o jogador possui apenas uma vida para chegar ao fim do jogo. Sim, uma vida. O jogo realiza os auto saves, para caso o jogador precise interromper a partida, mas uma vez que você morre, adeus, terá de começar do início. Eu sinceramente não duvido que ainda veremos alguma DLC oferecendo vidas extras para esse modo...afinal, não seria a primeira empresa a pensar nisso.

Existe também o modo desafio, semelhante aos presentes nos antecessores.

E por fim, há o Modo Online. Presente pela primeira vez na série (Por que, meu Deus??!!! Por Que??!!). Vou deixar bem claro que acho essa moda de enfiar modos online em tudo o que é jogo, ridícula. Existem jogos, especialmente como este, focados na experiência single player, em que um modo online não serve para nada. E, depois de jogado uma ou duas vezes acaba sendo deixado de lado, pois se torna chato e repetitivo – há também a questão dos troféus e das conquistas, mas vou deixar isso para outro tópico. 

O fato é que não consegui jogar o multiplayer para dizer como é. Pelo pouco que vi, pareceu ser jogável, e talvez até divertido a princípio...mas ainda assim acho que eu enjoaria rápido. Modos online bons são aqueles de Demon´s Souls e de Dark Souls, em que você joga normalmente e pronto, se estiver conectado os outros jogadores aparecem, se não, continua jogando normalmente...
Agora, a razão pela qual não consegui jogar online: os servidores horríveis da WB Games. Fiquei mais de meia hora tentando entrar em uma sessão: Aguarda...aguarda...aguarda...esperando jogador (8 são necessários)...esperando...esperando...quando finalmente os oito entram, iniciando sessão...iniciando sessão...a conexão foi perdida, tente de novo...esperando...esperando...esperando...esperando jogador....não entra ninguém...sai, entra de novo...e por aí vai. 

É aquela coisa, já que fazem tanta questão de inserir um modo online desnecessário (ou não, pois modos online servem de desculpa para que as empresas realizem cada vez mais micro transações; um visual novo, novos mapas, um boost de XP, essas coisas...) então que pelo menos invistam em um servidor decente, pois quem vai jogar quer colocar o jogo lá e JOGAR, não ficar meia hora olhando uma tela de loading enquanto o servidor tenta te encaixar numa sessão.

Fora o modo online, só acho que o jogo poderia ter melhorado colocando mais personagens heroicos jogáveis. Algo nos moldes de Arkham City, em que temos missões com a Mulher Gato e depois a DLC com o Nightwing. Mas quem sabe isso não aconteça em uma futura DLC? - uma já foi anunciada, na qual será possível jogar com Bruce Wayne em seu treinamento.

Enfim, vale a pena? Na minha opinião VALE. Como eu disse, se você gostou dos anteriores, e não espera um jogo com uma atmosfera e jogabilidade completamente diferentes, então Arkham Origins está RECOMENDADÍSSIMO

Noda 9 de 10 (só as lutas épicas com os chefes já valem a pena).

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