Pretendia fazer essa resenha antes, mas optei por primeiro
terminar o jogo e testar todos os modos.
Bom, uma semana depois, aqui está com o mínimo possível de
spoilers.
O jogo é uma “prequel”, ou seja, sua história antecede
Arkham Asylum e Arkham City. Trata-se de Batman com apenas dois anos de
carreira.
Se você gostou dos dois jogos anteriores, então este é o
jogo certo para você! O mesmo clima, a mesma jogabilidade e a mesma mecânica. E
isso é bom? No meu ponto de vista SIM. Claro, nem tudo é perfeito, pois uma vez
que como a jogabilidade foi mantida, os problemas das versões anteriores (pequenos
e não tão importantes, mas que às vezes enchem o saco) persistiram.
O que muda então?
O mapa ficou maior. Agora podemos explorar toda Gotham City,
que, na época em que o jogo se passa, ainda não sofreu as modificações que
moldariam certos distritos (como pode ser visto em Arkham City). Por conta
disso foi adicionado o modo de viagem rápida por meio do “Batwing”, mas para
utilizá-lo é preciso primeiro desativar torres em pontos estratégicos da cidade.
Claro, há também o diferencial da estória do jogo. Ela até
que ficou interessante, com uma bela reviravolta na trama logo nas primeiras
horas – quem for bem observador vai matar a charada logo no primeiro momento.
Para manter a tradição, há inúmeras missões paralelas e
coletáveis do Charada. Há também missões no estilo detetive, onde Batman
analisa cenas de crimes e com base nas pistas encontradas vai atrás dos
suspeitos e crimes em andamento a serem impedidos por toda a cidade.
Depois de terminado o jogo (recomendo que vejam o que há
após os créditos), há a opção do New Game + (um novo jogo mantendo todos os
seus upgrades) e o modo “I Am the Night”, no qual o jogador possui apenas uma
vida para chegar ao fim do jogo. Sim, uma vida. O jogo realiza os auto saves,
para caso o jogador precise interromper a partida, mas uma vez que você morre,
adeus, terá de começar do início. Eu sinceramente não duvido que ainda veremos
alguma DLC oferecendo vidas extras para esse modo...afinal, não seria a
primeira empresa a pensar nisso.
Existe também o modo desafio, semelhante aos presentes nos
antecessores.
E por fim, há o Modo Online. Presente pela primeira vez na
série (Por que, meu Deus??!!! Por Que??!!). Vou deixar bem claro que acho essa moda
de enfiar modos online em tudo o que é jogo, ridícula. Existem jogos,
especialmente como este, focados na experiência single player, em que um modo
online não serve para nada. E, depois de jogado uma ou duas vezes acaba sendo
deixado de lado, pois se torna chato e repetitivo – há também a questão dos
troféus e das conquistas, mas vou deixar isso para outro tópico.
O fato é que não consegui jogar o multiplayer para dizer
como é. Pelo pouco que vi, pareceu ser jogável, e talvez até divertido a
princípio...mas ainda assim acho que eu enjoaria rápido. Modos online bons são
aqueles de Demon´s Souls e de Dark Souls, em que você joga normalmente e
pronto, se estiver conectado os outros jogadores aparecem, se não, continua
jogando normalmente...
Agora, a razão pela qual não consegui jogar online: os
servidores horríveis da WB Games. Fiquei mais de meia hora tentando entrar em
uma sessão: Aguarda...aguarda...aguarda...esperando jogador (8 são necessários)...esperando...esperando...quando
finalmente os oito entram, iniciando sessão...iniciando sessão...a conexão foi
perdida, tente de novo...esperando...esperando...esperando...esperando
jogador....não entra ninguém...sai, entra de novo...e por aí vai.
É aquela coisa, já que fazem tanta questão de inserir um
modo online desnecessário (ou não, pois modos online servem de desculpa para
que as empresas realizem cada vez mais micro transações; um visual novo, novos
mapas, um boost de XP, essas coisas...) então que pelo menos invistam em um
servidor decente, pois quem vai jogar quer colocar o jogo lá e JOGAR, não ficar
meia hora olhando uma tela de loading enquanto o servidor tenta te encaixar
numa sessão.
Fora o modo online, só acho que o jogo poderia ter melhorado
colocando mais personagens heroicos jogáveis. Algo nos moldes de Arkham City,
em que temos missões com a Mulher Gato e depois a DLC com o Nightwing. Mas quem
sabe isso não aconteça em uma futura DLC? - uma já foi anunciada, na qual será
possível jogar com Bruce Wayne em seu treinamento.
Enfim, vale a pena? Na minha opinião VALE. Como eu disse, se
você gostou dos anteriores, e não espera um jogo com uma atmosfera e
jogabilidade completamente diferentes, então Arkham Origins está RECOMENDADÍSSIMO.
Noda 9 de 10 (só as lutas épicas com os chefes já valem a
pena).
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