terça-feira, 22 de outubro de 2013

Batman: Arkham Origins - Primeiras Impressões



Daqui a 3 dias será lançado Batman: Arkham Origins.

O jogo se passa no passado da trilogia, composta por Arkham Asylum e Arkham City.
Por enquanto não há muito o que falar, pois o jogo ainda não foi lançado. Mas hoje assisti ao vídeo de um gameplay, então, enquanto não chega a minha cópia para que eu possa resenhar, vou relatar minhas impressões com o vídeo.

É um gameplay relativamente curto, cerca de 17 minutos. Nele o protagonista é mostrado derrubando alguns bandidos pelos becos de Gotham, voando até a Bat Caverna, onde é possível interagir com Alfred, obter novos equipamentos e participar dos modos de treino e desafio. Por fim, o gameplay aborda uma missão na delegacia de Gotham, a qual Batman deve invadir para obter informações (uma vez que na época a polícia e Gordon ainda não viam Batman como um aliado).

Pelo que vi os gráficos e o estilo de jogo seguem o padrão da série. O sistema de combate também continua o mesmo. O gel explosivo continua presente, assim como muitos dos acessórios (que certamente serão acompanhados de outros inéditos).

Um grande diferencial positivo, a meu ver, é o cenário do jogo. Os jogadores terão toda a cidade de Gotham, em mundo aberto para explorar. Ao contrário de Asylum (em que o jogo ficava limitado às dependências do asilo Arkham) e City, em que, embora bem maior que o primeiro, o jogo se passava em Arkham City (os antigos distritos decadentes de Gotham, isolados do resto da cidade; um local para onde os criminosos eram banidos). Nesse sentido, portanto, creio que o jogo será longo e extenso, e torço para estar certo.

Outra mudança (a meu ver, não tão positiva) foi a inclusão de um modo multiplayer. Sinceramente não consigo compreender essa febre das produtoras de incluir modo multiplayer em todos os jogos lançados recentemente. Aliás, até entendo, apenas não aprovo. Mas vou deixar isso para outro post.
Ah, e quase no final do vídeo temos um vislumbre de Barbara Gordon. Certamente ela terá um papel a desempenhar na história do jogo, mas será que chegaremos a vê-la em ação, já nos primeiros passos para se tonar a Batgirl?

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Habemus (SQN) P$ 4K

Pois é. Cá estou no primeiro post deste novo blog.

Já faz algum tempo que eu tenho a ideia de criar um blog sobre videogames, mas a preguiça (e outras coisas menos agradáveis) sempre me fizeram adiar tal empreitada.

Em minha mente já bolei artigos, desabafos, reviews, críticas, mas nunca tomei coragem para criar o tal blog. Cheguei até, creio eu, a criar um título mais legal, o qual minutos depois esqueci, então provisoriamente pensei neste.

Mas vamos o que interessa. A razão deste blog finalmente ter criado vida foi nada menos do que o anúncio do preço do P$ 4(K). Console pelo qual eu me encontrava interessado, não por ser fã da Sony, pois não sou (nem de qualquer outra empresa), mas por ter gostado do PS3, por acreditar no potencial dos jogos exclusivos anunciados para o console e acima de tudo, pelo PREÇO (ao menos o preço lá fora).

E eis que vem a bomba! Um videogame...UM VIDEOGAME. Não é um carro, não é uma geladeira, não é um fogão, não... é um videogame. E por mais viciado que alguém possa ser, esse "treco" não é um item indispensável para a vida no mundo moderno. É um entretenimento, algo que deveria ter o preço mais acessível, dada sua finalidade.

Mas espere...ele TEM um preço acessível, lá fora, onde custa US$ 399,00.

"Ahhhh...mas aí é Brasil...o seu país tem a maior carga tributária do mundo...o dólar vale mais do que a sua moeda...etc...etc..."

Então vamos lá. Sou advogado. Atuo na área há quase 7 anos e, embora não seja meu ramo favorito do direito, gosto bastante de direito tributário, de modo que posso dizer que sei do que estou falando.

Sim, de fato a carga tributária brasileira é alta...

(e não pensem que isso é culpa da Dilma, ou desse ou daquele presidente com exclusividade...os governantes não ficam lá sentados na mesa olhando produto por produto e definindo o preço deles. Se você pensa assim vá estudar um pouco de política e processo legislativo. Ah, e também não existe o tempo "taxar de imposto" como vi em uma matéria por aí. Taxa e Imposto são duas espécies diferentes de Tributos....acalme-se...não vá começar a dar aula de direito tributário...esse é um blog sobre videogames...não precisa explicar que IPVA não serve para a manutenção das vias, pois é IMPOSTO e IMPOSTOS não tem contra prestação...o pagamento deles não enseja um contra serviço a ser prestado pelo Estado...o contribuinte os paga, pois como o próprio nome diz, eles são IMPOSTOS a ele.)

Certo, certo, mas então, isso, por si só, não justificaria tal preço?

 NÃO

Faça os cálculos:

US$ 399,00, multiplicado pelo câmbio do dólar, aplicando-se os impostos incidentes...e você teria algo entre R$ 1.000,00 e R$ 2.000,00.

DE ONDE ELES TIRARAM ENTÃO ESSES OUTROS R$ 2.000,00, para chegar a um preço de R$ 4.000,00? Humm...deve ter sido para combinar com a versão do console: PS 4. 000...afinal dá uma imponência né...?

"O X BOX é 1, mas o PS é 4000"

O fato é que, não bastasse o valor obtido com o cálculo, que nada corrobora com as alegações da fabricante de que "a culpa é da alta carga tributária do Brasil", temos que levar em conta ainda o preço do XBOX ONE.

Lá fora ele custa US$ 499,00, cem dólares mais caro do que o P$4K. E aqui, ele chegou pelo preço de R$ 2100, 00 (ou algo assim). Ainda caro, pelo que é, e pela realidade financeira do brasileiro, mas ainda assim mais barato do que o concorrente.

Agora expliquem:

Como um produto que lá fora é mais caro (XBOX ONE), sujeita-se aqui ao mesmo câmbio e sofre a incidência dos mesmos tributos que o concorrente que possui menor preço (PS4), chega aqui por um valor BEM MENOR do que o outro?

Não tem explicação. Ou melhor, não tem explicação que não a falta de respeito para com o consumidor brasileiro.